Especialista alerta para utilização adequada de fones de ouvido

Algo tem chamado a atenção da fonoaudióloga Sheila Dias, do corpo profissional da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Ela conta que tem sido comum atender jovens e adolescentes que estão perdendo a audição, geralmente em frequências altas e mais agudas, por conta do uso excessivo do fone de ouvido e da exposição ao alto volume.

Segundo ela, no senso comum, essa era uma realidade que estava muito atrelada a idosos ou a pessoas que trabalham em local com muito ruído sem o uso de equipamentos de proteção. No entanto, agora, pode ser notada facilmente entre adolescentes.

Para evitar complicações, a médica recomenda que o volume do dispositivo móvel seja o mais baixo possível e que o fone seja utilizado por um tempo curto. “Não existe um volume ideal, mas, quanto maior a exposição e o volume, maior será o risco de complicações”, afirma. Ela faz ainda outras duas recomendações, uma delas está direcionada ao cuidado na hora de dormir e a outra à higienização do dispositivo.

“O nosso ouvido funciona como um radar. Quando a gente está dormindo, ele não desliga. Tanto que, se algum barulho for feito por perto, nós acordamos. Então, se a gente dorme ouvindo algo por meio do fone, o nosso ouvido vai continuar trabalhando. Assim como o nosso corpo, a nossa audição também precisa de repouso, de momentos de silêncio”, diz.

“Outro fator é a falta de higienização, que pode causar inflamações e otites externas. Então, o ideal é evitar deixar o objeto em qualquer lugar (jogado na mochila ou em cima de móveis), procurar guardar o objeto em um estojo e esterilizar com álcool apropriado de vez em quando”, diz.

Alguns sinais de perda de audição são: começar a não entender muito a conversa, principalmente em local de barulho; pedir para as pessoas repetirem várias vezes a mesma palavra ou frase porque não estão ouvindo e aumentar o volume da televisão. Em caso de perda grande, as pessoas deixam inclusive de ouvir a buzina dos veículos.

Atendimento – Em caso de percepção da perda ou de inflamação é recomendável procurar um otorrinolaringologista para a avaliação. A SMS dispõe de otorrinolaringologistas nos quatro multicentros de Saúde do município (Carlos Gomes, Liberdade, Vale das Pedrinhas e Amaralina) e em clínicas conveniadas.

O paciente precisa passar primeiro por uma avaliação em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para ser encaminhado. Para os casos de perda de audição, comumente o paciente realiza a audiometria com o auxílio de um fonoaudiólogo. O exame permite avaliar a capacidade do paciente para ouvir e interpretar sons.

Texto: SECOM

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET