Estudo aponta Salvador como capital com menor índice de fumantes do país

Trabalho desenvolvido pelo Programa Municipal de Controle ao Tabagismo conjuntamente com a implantação da legislação antifumo é um dos fatores que auxiliaram no baixo índice de fumantes na capital baiana

A Pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL/2018), divulgado pelo Ministério da Saúde nesse mês de julho, apontou que Salvador é a cidade com o menor percentual de tabagistas entre as capitais brasileiras, com uma incidência de 4,8% da população acima de 18 anos com a prática.

O baixo consumo de tabaco na capital baiana também é atribuído ao intenso trabalho realizado pela Secretaria Municipal da Saúde através do Programa Municipal de Controle do Tabagismo.

“Parar de fumar é um processo que envolve várias etapas de motivação que vão desde a fase de negação, em que o fumante não admite que o tabagismo seja uma doença e, portanto, não quer parar de fumar, até a fase em que se encontra preparado para realizar a mudança do estilo de vida” explicou a técnica do setor de Doenças Crônicas Não Transmissíveis/Tabagismo, Jenine Mendes.

Para realizar o tratamento de forma totalmente gratuita, o interessado deve comparecer a um dos 45 postos de referência da estratégia munido com o cartão SUS de Salvador e documento oficial de identificação com foto para realização da inscrição. Na oportunidade, o paciente passará por uma entrevista para avaliar o grau de dependência. O próximo passo é a participação numa reunião em grupo com os demais participantes do Programa. Os pacientes precisam ser maiores de 18 anos.

Tratamento – O acompanhamento das pessoas que decidem participar do PMCT é feito por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, dentre outros especialistas. O fumante participará de quatro a cinco encontros, sendo um por semana, com o objetivo de estimulá-lo a parar de fumar, seja de forma imediata ou gradativa. Além disso, será entregue ao participante cartilhas informativas, explicando o motivo da dependência e como parar com o vício.

Para os pacientes com o grau de dependência elevado, é indicado o uso de medicamentos, oferecidos gratuitamente pelo SUS.