Doença falciforme atinge uma a cada 455 pessoas em Salvador

Em 19 de junho acontece o Dia Mundial da Conscientização da Doença Falciforme. Em Salvador, a incidência é de um diagnóstico para  cada 455 pessoas. A patologia é resultado de uma alteração genética responsável por modificar as hemácias, que assumem a forma de foice – por isso o nome falciforme – e endurecem, dificultando a passagem do sangue pelos pequenos vasos e a oxigenação dos tecidos.

 A doença é hereditária e acomete principalmente pessoas negras. Desde 2009, é obrigatória a notificação da doença após a sua identificação, feita através do teste do pezinho, exame realizado logo após o nascimento do bebê. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lembra que, nos postos de saúde, é ofertada a eletroforese de hemoglobina – exame para detecção da doença em pessoas que não a identificaram no período neonatal. O resultado fica pronto em aproximadamente 10 dias.

Quem tiver dúvidas sobre se possui ou não a doença pode solicitar o exame em uma unidade de saúde. A depender do diagnóstico, o paciente será encaminhado a um especialista, hematologista pediátrico ou adulto, nos multicentros de saúde Carlos Gomes e Vale das Pedrinhas, que são unidades de referência para este tratamento. A partir de então, passam a receber gratuitamente medicamentos que auxiliam no controle da doença.

 Sintomas – Os principais sintomas da doença falciforme são a anemia crônica, palidez, cor amarelada na pele e no branco dos olhos, causada por níveis elevados de bilirrubina no sangue (icterícia); inchaços nos pés e mãos, geralmente com muita dor; além de crises dolorosas. Também podem ser registrados atraso no crescimento, feridas nas pernas, tendência a infecções e problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais, músculos e articulações.

 Decreto – O decreto 18.857/2008 regulamentou a Lei 5.395/98, que instituiu o Programa de Assistência às Pessoas Portadoras do Traço Falciforme ou Anemia Falciforme em Salvador. Pelo documento, o município tem a responsabilidade de garantir a cobertura vacinal completa a todas as pessoas com doença falciforme, além de medicação e equipamentos necessários ao tratamento, que não poderá sofrer interrupção. A série de medidas inclui ainda a prevenção de agravos, aconselhamento genético com acesso a todas as informações técnicas e exames necessários aos parceiros e parceiras com probabilidade de terem filhos com doenças falciformes, dentre outros serviços.

 Balanço – Até o fim de 2018, foram cadastrados 1.106 pacientes nos ambulatórios especializados em doença falciforme na cidade e foram feiras 2.300 notificações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Entre os 27.161 nascidos-vivos no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, 56 crianças foram atestadas com a doença.

Fonte: SECOM