Vigilância sanitária alerta sobre cuidados na compra de ingredientes para o caruru de Cosme e Damião

Camarão seco, quiabo, leite de coco e azeite de dendê são ingredientes indispensáveis na preparação do tradicional caruru de Cosme e Damião. Durante o mês de setembro, período dos festejos em homenagem aos santos, o prato típico é uma das receitas favoritas dos soteropolitanos, no entanto, os cuidados durante a compra desse produtos devem ser redobradas.

Com o intuito de garantir à qualidade e segurança desses ingredientes, a Vigilância Sanitária de Salvador (VISA) intensifica as operações de fiscalização nas principais feiras da cidade, como a de São Joaquim e CEASA no Rio Vermelho.

De acordo com a chefe do Setor de Produtos e Estabelecimento de Interesse à Saúde da VISA, Gilmara Sodré, é importante que o consumidor se atente para a aparência dos alimentos, informações dos rótulos e a procedência dos insumos para evitar intoxicações alimentares durante os festejos, “O leite de coco e azeite de dendê, por exemplo, tem um aspecto muito particular, vai depender de onde foi fabricado, por isso a importância de verificar no rótulo a data de validade, informações do fabricante e o selo de liberação da Anvisa”, pontua.

Verificar os aspectos de higiene e acondicionamento dos produtos nos estabelecimentos comerciais são outros pontos importantes a serem notados pelo consumidor. “O estabelecimento deve garantir a higiene do local, produtos no chão mesmo que em cima de plásticos, produtos secos mas que estão amontoados e lixeira sem tampa oferecem risco à saúde do consumidor e compromete a conservação desses alimentos”, afirma a sanitarista.

Vale ressaltar que o consumo tanto do camarão quando do quiabo com uma origem desconhecida representa um grande risco para saúde das pessoas, já que no processo de defumação, alguns produtores clandestinos utilizam substâncias químicas que podem causar sérios danos, além de adulterar e descaracterizar o alimento.

Em caso de detecção dessas irregularidades o consumidor pode entrar em contato com a ouvidoria da Vigilância Sanitária através do 156.