Módulos de saúde apresentam redução de 24,5% nos casos de cirurgias faciais

saude_na_folia_atendimento_postos_01_03_2017 - SITEOs casos mais complexos são encaminhados para acompanhar a evolução do quadro clínico, já que estabilização de um trauma pode durar até 60 dias

As cinco equipes de cirurgiões bucomaxilofaciais que atuaram ininterruptamente durante o carnaval realizaram 466 procedimentos de face em todos os dias da folia, uma redução de 24,5% em relação ao ano passado. O decréscimo é atribuído diretamente à diminuição dos episódios de violência nos circuitos, já que os traumas são causados na maioria das vezes por agressões como socos e pontapés.

“A redução do número de cirurgias de face e pescoço em nossos módulos é uma indicação positiva que confirma a afirmação que tivemos um carnaval mais tranquilo esse ano. O fato de baixar as cordas e investir numa festa mais democrática auxiliou nesse processo de redução de casos de agressão, já que muitas vezes existe uma certa tensão entre cordeiros e foliões pipoca em determinados espaços dos circuitos”, avaliou José Antônio Rodrigues Alves, secretário municipal da Saúde.

Dos total de intervenções, o posto Ademar de Barros liderou com 92 ocorrências, seguido do Farol da Barra com 88, Montanha (78) e Piedade (60). Estes casos necessitam de intervenção rápida, já que os traumas tratados em até 30 minutos após a ocorrência, tem redução de 90% de riscos de deformações faciais irreversíveis.

Após o procedimento, os casos mais complexos são encaminhados para uma unidades da rede de hospitais públicos e privados para acompanhar a evolução do quadro clínico, já que estabilização de um trauma pode durar até 60 dias.

Durante todo o carnaval do ano passado, as agressões físicas resultaram em 617 intervenções cirúrgicas de face nos módulos assistenciais.